Gosto de acreditar que sou romântico e apesar do meu apetite sexual meio exagerado, sexo só pelo sexo não é uma coisa que eu aprecie, é sem graça, sem sal. E enquanto alguns emagrecem com o ato que é sim uma excelente maneira de gastar calorias, principalmente se você tem que sair correndo no final, eu segui o caminho inverso e engordei.
Os motivos principais acredito que foram o fato de eu gostar de, depois do ato, ficar abraçadinho, falando besteira, fazendo carinho e até quem sabe pegar no sono e o fato de que pra mim é mais um esporte de fim de semana. Antes que me interpretem mal, deixem-me explicar.
Assim como quem tem como única atividade física aquele futebol com os amigos no fim de semana e continuam acumulando barriga porque as poucas horas de corrida não são o suficiente para compensar uma semana inteira de abusos. E enquanto eu espero o fim de semana seguinte a ansiedade se reflete em minha alimentação que passa a ser irregular e prejudicial. Como mais por estar ansioso, acabou atacando pedaços de chocolate esquecidos na geladeira, belisco mais no trabalho, tomo mais coca-cola, dentre outros comportamentos deploráveis.
terça-feira, 24 de novembro de 2009
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
A Bibliotecária
Ele descobriu enfim que a bibliotecária havia dormido com metade do corpo docente, inclusive com os casados, inclusive com quem era casado com homens.
sexta-feira, 13 de novembro de 2009
Eu e minhas cópias
Acredito que o ser humano passam por 4 estágios de cópia durante a vida:
Quando bem criança ele copia a tudo e a todos, sem muita distinção. Aprendemos tudo, os bons e maus exemplos.
Mais adiante Nós passamos a escolher aquilo que copiamos.
Depois as coisas que copiamos nos escolhem.
Por último, copiamos a nós mesmos, tentando alimentar uma necessidade de auto-afirmação. É neste momento em que criamos hábtos detestáveis e manias, e nos apegamos a eles como se dissessem quem somos.
Quando bem criança ele copia a tudo e a todos, sem muita distinção. Aprendemos tudo, os bons e maus exemplos.
Mais adiante Nós passamos a escolher aquilo que copiamos.
Depois as coisas que copiamos nos escolhem.
Por último, copiamos a nós mesmos, tentando alimentar uma necessidade de auto-afirmação. É neste momento em que criamos hábtos detestáveis e manias, e nos apegamos a eles como se dissessem quem somos.
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
E ficou a ver navios
Quem estava acordado ontem de noite ou perdeu a hora hoje de manhã com o rádio-relógio-despertador piscando incessantemente a mesma hora presenciou o apagão que tomou conta de uma parcela considerável do Brasil e Paraguai. A gente importa muamba e eles importam a energia, ou falta dela quando ocorre. Ficamos num escuro controlável a base de lanternas e velas que outrora seriam usadas apenas para pedir proteção a santo ou dádiva de alguma entidade. No meu doce egoísmo, terminei de jantar, guardei as coisas na geladeira e fui pra cama tendo como maior preocupação a falta de um ventilador na noite abafada.
Hoje ao acordar meu irmão veio com a notícia: Não foi só aqui que faltou luz. Pensei que havia sido algo grande quando percebi que não apenas meu prédio havia se apagado, mas também tudo até onde a vista alcançava. Já havia detectado os semáforos apagados por causa da buzinação não típica (com exceção em dia de jogo). Só há alguns momentos comecei a pensar na problemática de um apagão. Primeiramente pensei em furtos. Sempre que acaba a luz, penso que é algum assalto muito bem planejado acontecendo. As pessoas preocupadas com a falta de luz enquanto alguns indivíduos se apropriam indevidamente de bens valiosos alheios. Depois fui pensar em hospitais sem energia não poderiam atender aos pacientes, mas imagina aqueles na mesa de cirurgia, ou que pararam de receber um tratamento que dependesse de aparatos eletrônicos. E as centenas de pessoas nos elevadores? no meu prédio demos sorte de não haver vítimas deste mal, mas vi no jornal pessoas desesperadas por conta disso. Se fosse comigo eu sentaria num canto do elevador e ficaria dormindo, mas nem todo mundo consegue ficar tranqüilo numa situação dessas.
Pensando por outro lado, devemos ter economizado mais energia nestas horas de escuridão do que na Hora do Planeta. Quem sabe esses apagões não se tornam mais costumeiros e pelo menos uma vez por semana passemos 4 horas sem gastar energia? Quantos anos a mais ganhariamos no planeta com isto?
Hoje ao acordar meu irmão veio com a notícia: Não foi só aqui que faltou luz. Pensei que havia sido algo grande quando percebi que não apenas meu prédio havia se apagado, mas também tudo até onde a vista alcançava. Já havia detectado os semáforos apagados por causa da buzinação não típica (com exceção em dia de jogo). Só há alguns momentos comecei a pensar na problemática de um apagão. Primeiramente pensei em furtos. Sempre que acaba a luz, penso que é algum assalto muito bem planejado acontecendo. As pessoas preocupadas com a falta de luz enquanto alguns indivíduos se apropriam indevidamente de bens valiosos alheios. Depois fui pensar em hospitais sem energia não poderiam atender aos pacientes, mas imagina aqueles na mesa de cirurgia, ou que pararam de receber um tratamento que dependesse de aparatos eletrônicos. E as centenas de pessoas nos elevadores? no meu prédio demos sorte de não haver vítimas deste mal, mas vi no jornal pessoas desesperadas por conta disso. Se fosse comigo eu sentaria num canto do elevador e ficaria dormindo, mas nem todo mundo consegue ficar tranqüilo numa situação dessas.
Pensando por outro lado, devemos ter economizado mais energia nestas horas de escuridão do que na Hora do Planeta. Quem sabe esses apagões não se tornam mais costumeiros e pelo menos uma vez por semana passemos 4 horas sem gastar energia? Quantos anos a mais ganhariamos no planeta com isto?
terça-feira, 10 de novembro de 2009
Vivendo no forno
A temperatura no Rio de Janeiro poderia ser comparada com a do alto verão do ano passado, mesmo faltando mais de mês para o tal. Semana passada, quando tomei coragem para encarar um termômetro, marcava 39 graus, então parei de estranhar o fato de estar passando mal só de sair de casa e meu mal estar e sono permanente.
O calor está incomodando tanto que virou notícia, claro. Tudo o que incomoda trás audiência, então não falta mídia para explorar o fato. No Fantástico houve as notícia sobre o degelo das montanhas africanas e bolivianas. Até então eu nem sabia que na África tinha neve! Menino burguês como fui criado, imaginava a África como uma incansável imensidão de cenários desérticos ou de ecossistema semi-áridos com leões, girafas e africanos nativos com faixas de pano e mantos cobrindo o corpo.
Em outros programas e mídias o assunto foi abordado de maneira bem diferente. Revista trás matéria que promete tirar barriga antes do fim de ano para arrasar na praia. Em outro lugar houve campeonato de biquinis ou então estilistas de sexualidade duvidosa apresentando modelos de beleza tão duvidosa quanto mostrando as novas tendências pro verão, que agora são completamente diferentes do que as do mês passado, então quem já tinha preparado seu guarda-roupas vai ter que fazê-lo de novo.
No trabalho o assunto era o mesmo. Com 8 computadores ligados num escritório de 7x4m e 6 funcionários trabalhando, o calor era ainda maior. até que o chefe resolve passar uma tarde com a gente e constata como se ninguém o havia feito antes "está quente aqui, não?" Na semana seguinte começamos a segunda com um aparelho de ar-condicionado novo! Agora estamos contribuindo ainda mais para o aquecimento global, parabéns para nós!
Enquanto as geleiras da Bolívia não durarão mais 20 anos, o mundo deve acabar mesmo em 2012 como o previsto. Devemos em nossa maioria morrermos de desastres naturais, câncer e doenças infecto-contagiosas encubadas em lugares fechados protegidos do meio externo por grandes janelas e com clima controlado.
O calor está incomodando tanto que virou notícia, claro. Tudo o que incomoda trás audiência, então não falta mídia para explorar o fato. No Fantástico houve as notícia sobre o degelo das montanhas africanas e bolivianas. Até então eu nem sabia que na África tinha neve! Menino burguês como fui criado, imaginava a África como uma incansável imensidão de cenários desérticos ou de ecossistema semi-áridos com leões, girafas e africanos nativos com faixas de pano e mantos cobrindo o corpo.
Em outros programas e mídias o assunto foi abordado de maneira bem diferente. Revista trás matéria que promete tirar barriga antes do fim de ano para arrasar na praia. Em outro lugar houve campeonato de biquinis ou então estilistas de sexualidade duvidosa apresentando modelos de beleza tão duvidosa quanto mostrando as novas tendências pro verão, que agora são completamente diferentes do que as do mês passado, então quem já tinha preparado seu guarda-roupas vai ter que fazê-lo de novo.
No trabalho o assunto era o mesmo. Com 8 computadores ligados num escritório de 7x4m e 6 funcionários trabalhando, o calor era ainda maior. até que o chefe resolve passar uma tarde com a gente e constata como se ninguém o havia feito antes "está quente aqui, não?" Na semana seguinte começamos a segunda com um aparelho de ar-condicionado novo! Agora estamos contribuindo ainda mais para o aquecimento global, parabéns para nós!
Enquanto as geleiras da Bolívia não durarão mais 20 anos, o mundo deve acabar mesmo em 2012 como o previsto. Devemos em nossa maioria morrermos de desastres naturais, câncer e doenças infecto-contagiosas encubadas em lugares fechados protegidos do meio externo por grandes janelas e com clima controlado.
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Quanto tempo?
Estava aqui pensando nessas convenções sociais que admitimos para evitar maiores constrangimentos ou apenas aceitamos como se as coisas sempre fossem assim e não houvesse maneira de alterá-las. Mas minha preocupação mesmo era se existe um prazo limite para se pedir desculpas. Tem muita gente pra quem ando devendo um pedido sincero de desculpa. Gente que magoei sem merecerem, gente que até merecia, mas que mesmo assim me senti mal depois. Gente pra quem disse verdades não tão verdadeiras assim e gente pra quem fiz coisas imperdoáveis.
Estou mudando, tomando meus remédios para curar minha bipolaridade e fazendo terapia. Voltei até a tocar violão! Atividade que abandonei quando as coisas começaram a ficar meio estranhas. Ainda não consegui retornar para a faculdade direito, mas com o tempo vou aparecendo, as pessoas me encontrarão de novo por lá. E uma das coisas mais difícieis vai ser pedir desculpas pra meio mundo que eu magoei e feri sem razão. O pior é eu saber que estava errado, querer retratação, mas as pessoas não acreditarem em mim. Mas como eu fui o culpado da maioria das minhas desavenças, tem que partir de mim. Para algumas pessoas mais próximas ou pra quem a ofença foi menor, já comecei a fazê-lo pessoalmente. Para outras pessoas a quem a ofença foi maior, ainda estou tomando coragem. Não que seja difícil admitir o erro. Difícil será encarar as pessoas e o olhar de reprovação delas.
Telefone ainda está valendo para pedir desculpas?
Estou mudando, tomando meus remédios para curar minha bipolaridade e fazendo terapia. Voltei até a tocar violão! Atividade que abandonei quando as coisas começaram a ficar meio estranhas. Ainda não consegui retornar para a faculdade direito, mas com o tempo vou aparecendo, as pessoas me encontrarão de novo por lá. E uma das coisas mais difícieis vai ser pedir desculpas pra meio mundo que eu magoei e feri sem razão. O pior é eu saber que estava errado, querer retratação, mas as pessoas não acreditarem em mim. Mas como eu fui o culpado da maioria das minhas desavenças, tem que partir de mim. Para algumas pessoas mais próximas ou pra quem a ofença foi menor, já comecei a fazê-lo pessoalmente. Para outras pessoas a quem a ofença foi maior, ainda estou tomando coragem. Não que seja difícil admitir o erro. Difícil será encarar as pessoas e o olhar de reprovação delas.
Telefone ainda está valendo para pedir desculpas?
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
E esperar
O telefonema que não vem
O bom dia do colega
A vontade pra sair de casa
A hora passar
O sono passar
Ir embora a vontade
de ir pra cama e esquecer do mundo
O dia acabar
A fome se matar sozinha
O dinheiro entrar
Os amigos me lembrarem
Ouvir a voz dela
O clima esfriar
O sol virar lua
A vontade de ir pra rua
A semana acabar
Sentir-me feliz comigo mesmo
Ver algo melhor no mundo
entender que a mudança vem de dentro
E esperar eu me perdoar
E esperar eles não ligarem para o que fiz
E esperar que eles percam a raiva de mim
E esperar que um dia tudo se acerte
E espero
O bom dia do colega
A vontade pra sair de casa
A hora passar
O sono passar
Ir embora a vontade
de ir pra cama e esquecer do mundo
O dia acabar
A fome se matar sozinha
O dinheiro entrar
Os amigos me lembrarem
Ouvir a voz dela
O clima esfriar
O sol virar lua
A vontade de ir pra rua
A semana acabar
Sentir-me feliz comigo mesmo
Ver algo melhor no mundo
entender que a mudança vem de dentro
E esperar eu me perdoar
E esperar eles não ligarem para o que fiz
E esperar que eles percam a raiva de mim
E esperar que um dia tudo se acerte
E espero
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Mudanças
É impressionante o quanto uma mulher pode transformar um homem.
De uma tacada só ele passara a ser vegetariano, casto e um pouco alcoólatra. Não sabia cozinhar um bife então se virava nas frutas e verduras que era só lavar e mandar pra dentro. Não tinha relação sexual nenhuma a não ser com a própria mão e a única coisa que tinha para aquecer sua cama no inverno era a garrafa de conhaque deixada ao lado da cama.
De uma tacada só ele passara a ser vegetariano, casto e um pouco alcoólatra. Não sabia cozinhar um bife então se virava nas frutas e verduras que era só lavar e mandar pra dentro. Não tinha relação sexual nenhuma a não ser com a própria mão e a única coisa que tinha para aquecer sua cama no inverno era a garrafa de conhaque deixada ao lado da cama.
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
É do Brasil! ou melhor... É do Rio!
Acompanhei hoje a final na decisão pela cidade que será sede das olimpíadas de 2016. Na minha faculdade foi ponto facultativo por conta disso, acreditam? Aproveitei isto para colocar alguns assuntos de saúde em dia, portanto os relatos descritos aconteceram dentro de um hospital, na sala de espera da ortopedia.
Com a televisão ligada na Globo, mostrando cenas de um palco com cores verde, amarelo e azul na praia, e eu achando que poderia ser final de Volei de Praia ou Futebol de Areia. Demorou um pouco de tempo até que eu desprendesse a atenção do livro que estava lendo para saber do que se tratava realmente. Apareciam vídeos mostrando cenas de quatro cidades: Madrid, Chicago, Tóquio e Rio de Janeiro. Junto a isto comentaristas já falando da má vontade dos japoneses, para os quais não faria diferença serem escolhidos ou não, e os americanos, tentando apenas uma sobra caso comprovada a falta de condições de todas as outras concorrentes. Para minha surpresa, os comentários normalmente tendenciosos acabaram provando-se verdadeiros quando Tóquio e Chicago foram excluídas da final.
Sobrara agora apenas Madri na frente do Rio de Janeiro. Expectativa, comentários vagos dos comentaristas da Globo que não podiam se empolgar muito para no caso da derrota do Rio, além da dublagem mal feita. Preferia que deixassem o audio original e colocassem aquelas legendas dinâmicas. E no anúncio da vitória do Rio, a gritaria foi geral, mesmo no ambulatório. As pessoas gritavam, esperneavam e falavam que já sabiam. Enquanto isto eu esperava ainda mais até os funcionários lembrarem que havia pessoas para serem atendidas na fila. Enquanto isso, umas pessoas discordavam que a vitória havia sido do Brasil e sim do Rio de Janeiro, como se fosse uma entidade a parte, desprovida de qualquer ligação. Fui chamado para o atendimento logo em seguida, o que me deixou ainda mais certo de que todos tinham parado o trabalho para ver o final da decisão.
Enquanto esperava novamente na fila, agora para tirar um raio-x, uma senhora puxa assunto comigo, se eu tinha visto a vitória do Rio na TV. Disse que vi. Ela emenda dizendo que vai ser muito bom pra cidade e blablablawiskas. Digo que tudo aquilo poderia provar-se confusão maior do que estaríamos apto a aguentar. Que se até 2016 o modo de vida no Rio de Janeiro não fosse drasticamente mudado ou eficientemente maquiado, seria o caos generalizado. Ela riu como alguém que não entendeu, mas acha que uma piada inteligente foi contada. Meu sorriso mais para simpático a enganou achando que eu estivesse fazendo graça.
Por sorte me chamaram para meu raio-x antes de ela entender. Na televisão cenas de pessoas felizes e sorridentes com a vitória do Rio de Janeiro me deram a impressão de que a maioria, se não todas, já haviam sido pré-gravadas, assim como metade das matérias sobre a morte de Michael Jackson e Dercy.
Com a televisão ligada na Globo, mostrando cenas de um palco com cores verde, amarelo e azul na praia, e eu achando que poderia ser final de Volei de Praia ou Futebol de Areia. Demorou um pouco de tempo até que eu desprendesse a atenção do livro que estava lendo para saber do que se tratava realmente. Apareciam vídeos mostrando cenas de quatro cidades: Madrid, Chicago, Tóquio e Rio de Janeiro. Junto a isto comentaristas já falando da má vontade dos japoneses, para os quais não faria diferença serem escolhidos ou não, e os americanos, tentando apenas uma sobra caso comprovada a falta de condições de todas as outras concorrentes. Para minha surpresa, os comentários normalmente tendenciosos acabaram provando-se verdadeiros quando Tóquio e Chicago foram excluídas da final.
Sobrara agora apenas Madri na frente do Rio de Janeiro. Expectativa, comentários vagos dos comentaristas da Globo que não podiam se empolgar muito para no caso da derrota do Rio, além da dublagem mal feita. Preferia que deixassem o audio original e colocassem aquelas legendas dinâmicas. E no anúncio da vitória do Rio, a gritaria foi geral, mesmo no ambulatório. As pessoas gritavam, esperneavam e falavam que já sabiam. Enquanto isto eu esperava ainda mais até os funcionários lembrarem que havia pessoas para serem atendidas na fila. Enquanto isso, umas pessoas discordavam que a vitória havia sido do Brasil e sim do Rio de Janeiro, como se fosse uma entidade a parte, desprovida de qualquer ligação. Fui chamado para o atendimento logo em seguida, o que me deixou ainda mais certo de que todos tinham parado o trabalho para ver o final da decisão.
Enquanto esperava novamente na fila, agora para tirar um raio-x, uma senhora puxa assunto comigo, se eu tinha visto a vitória do Rio na TV. Disse que vi. Ela emenda dizendo que vai ser muito bom pra cidade e blablablawiskas. Digo que tudo aquilo poderia provar-se confusão maior do que estaríamos apto a aguentar. Que se até 2016 o modo de vida no Rio de Janeiro não fosse drasticamente mudado ou eficientemente maquiado, seria o caos generalizado. Ela riu como alguém que não entendeu, mas acha que uma piada inteligente foi contada. Meu sorriso mais para simpático a enganou achando que eu estivesse fazendo graça.
Por sorte me chamaram para meu raio-x antes de ela entender. Na televisão cenas de pessoas felizes e sorridentes com a vitória do Rio de Janeiro me deram a impressão de que a maioria, se não todas, já haviam sido pré-gravadas, assim como metade das matérias sobre a morte de Michael Jackson e Dercy.
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
Inexperiência em comprar materiais
Num de meus ataques Indi/Cult com uns amigos, decidi que seria legal fazer minhas próprias estampas para camisetas. Arrumei um pacote daqueles de duas pelo preço de uma e fui procurar material.
Tinta pra tecido foi fácil. Pincel, quase tanto. Mas daí lembre de algumas coisas que minha mãe fazia quando era pra pintar aqueles panos que ela usa na cozinha. Precisava de uma folha de isopor.
Quando comprei o pincel, eu olhei para a prateleira e escolhi um que parecesse bom o suficiente, do tamanho que eu julguei com meu olho pouco crítico que seria ideal. Agora quando fui procurar o isopor, ele não estava no mostruário. Conversando com o vendedor, ele me vem com um papo de qual tamanho eu queria. Como de reflexo falo que quero um de uma polegada de espessura. Ele pergunta se é aquele fininho. Uma polegada não é fino pra mim, mas como pareciamos estar falando de referências diferentes, disse só: "Não o fininho, o um pouco mais grosso". E Voilá! Estava segurando uma folha da exata espessura que eu queria!
Do mesmo modo, quando fui pegar uma chave de fenda, o comprador veio com aquelas medidas estranhas: "Ah! Você quer a pequena, uma dois quartos." Como já havia passado por isto antes rebati com "Quero aquela um pouco maior." E de novo deu certo! Veio no tamanho exato que eu queria.
Aprendi que no momento de incerteza, chute um valor e depois diga com toda a naturalidade que quer algo pra cima ou algo pra baixo que aquele exato não vai servir.
Tinta pra tecido foi fácil. Pincel, quase tanto. Mas daí lembre de algumas coisas que minha mãe fazia quando era pra pintar aqueles panos que ela usa na cozinha. Precisava de uma folha de isopor.
Quando comprei o pincel, eu olhei para a prateleira e escolhi um que parecesse bom o suficiente, do tamanho que eu julguei com meu olho pouco crítico que seria ideal. Agora quando fui procurar o isopor, ele não estava no mostruário. Conversando com o vendedor, ele me vem com um papo de qual tamanho eu queria. Como de reflexo falo que quero um de uma polegada de espessura. Ele pergunta se é aquele fininho. Uma polegada não é fino pra mim, mas como pareciamos estar falando de referências diferentes, disse só: "Não o fininho, o um pouco mais grosso". E Voilá! Estava segurando uma folha da exata espessura que eu queria!
Do mesmo modo, quando fui pegar uma chave de fenda, o comprador veio com aquelas medidas estranhas: "Ah! Você quer a pequena, uma dois quartos." Como já havia passado por isto antes rebati com "Quero aquela um pouco maior." E de novo deu certo! Veio no tamanho exato que eu queria.
Aprendi que no momento de incerteza, chute um valor e depois diga com toda a naturalidade que quer algo pra cima ou algo pra baixo que aquele exato não vai servir.
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